Indústria 4.0

Cybersecurity

Os ataques digitais (ou cyberattacks, em inglês) crescem exponencialmente a cada ano e já são diversos os tipos de ataque.

Seja em pequena ou grande escala, a manipulação de dados sensíveis, exige uma preocupação com meios seguros de comunicação para que não haja vazamento de informações sigilosas ou pessoais.

A segurança cibernética (ou cybersecurity, em inglês) é um conjunto de práticas com a finalidade de proteger sistemas digitais, como computadores, redes, programas e dados, para que não haja nenhum tipo de acesso indevido ou não autorizado.

Quais são os tipos mais comuns de ataques digitais?

Os seis métodos de cyberattacks mais populares são: DDoS, malware, força bruta, engenharia social e os ataques web.

DDoS

O DDoS (ataque distribuído de negação de serviço ou Distributed Denial-of-Service em inglês) é como um engarrafamento inesperado obstruindo a rodovia, impedindo o tráfego regular de chegar ao seu destino. Na prática, esse ataque é uma tentativa mal-intencionada de sobrecarregar o tráfego normal de um servidor, serviço ou rede, interrompendo o seu funcionamento ou comprometendo sua a infraestrutura ao seu redor com excesso de tráfego.

Um ataque DDoS eficiente utiliza vários sistemas computacionais comprometidos como fontes de tráfego para o ataque. As máquinas invadidas podem incluir computadores e outros recursos de rede, como dispositivos IoT.

Malwares

O termo Malware é uma composição das palavras “malicious software” (software malicioso, em inglês). Esse termo é utilizado para nomear um conjunto de programas maliciosos, incluindo vírus, ransomware e spyware.

Normalmente, um malware consiste em um código desenvolvido com a finalidade de causar danos aos dados e sistemas invadidos ou para obter acesso não autorizado a uma rede. O malware é normalmente entregue na forma de um link ou arquivo por e-mail e exige que o usuário clique no link ou abra o arquivo para executar o código.

Força bruta

Um ataque de força bruta usa tentativa e erro para adivinhar informações de login (usuário e senha), chaves de criptografia ou encontrar uma página da web oculta. Os hackers trabalham em todas as combinações possíveis na esperança de adivinhar a informação que estão buscando.

Esses ataques são feitos por “força bruta”, o que significa que eles usam excessivas tentativas ao “forçar” o acesso às suas contas privadas.

Este é um método de ataque antigo, mas ainda é eficaz e popular entre os hackers, porque é possível quebrar senhas com baixa complexidade em poucos segundos.

Engenharia social

A engenharia social é uma técnica de manipulação que explora falhas humanas para obter informações privadas, acesso ou objetos de valor. Em termos de ataques cibernéticos, esses golpes tendem a buscar usuários desavisados ​​para que exponham dados, espalhem malwares ou forneçam acesso a ambientes restritos. Os ataques podem acontecer online, pessoalmente e por meio de outras interações.

Golpes baseados em engenharia social são construídos em torno de como as pessoas pensam e agem, e são efetivos quando conseguem manipular o comportamento de um usuário. Por exemplo, os usuários podem não perceber o valor total dos dados pessoais, como números de telefone, e podem fornecer em um atendimento via telefone.

Geralmente, os ataques de engenharia social têm um desses objetivos:

  • Sabotagem: interromper ou corromper os dados para causar danos ou inconvenientes.
  • Roubo: obter objetos de valor, como informações, acesso a sistemas ou dinheiro.

Ataques Web

Aplicativos e websites são particularmente suscetíveis a hackers porque estão disponíveis 24 horas por dia, 365 dias por ano para fornecer serviços contínuos. Como esses sistemas devem ser acessíveis ao público, eles não podem ser protegidos por firewalls ou protegidos contra ameaças com outros sistemas mais rígidos. Além disso, muitos desses sistemas têm acesso, direta ou indiretamente, a dados sensíveis de clientes.

Sabendo disso, os hackers buscam vulnerabilidades para que essas informações possam ser roubadas ou copiadas. Ou seja, os ataques Web acontecem quando criminosos se aproveitam das vulnerabilidades na codificação para obter acesso a um servidor ou banco de dados.

Normalmente, os usuários confiam que as informações pessoais confidenciais que enviam a um site serão mantidas em sigilo e segurança. No entanto, a intrusão na forma de ataques web pode significar que os dados do seu cartão de crédito, seu endereço ou informações médicas podem se tornar públicas, levando a consequências potencialmente graves.

Como é feita a segurança de dispositivos?

A segurança de dispositivos faz referência às ações necessárias para que um dispositivo móvel não seja invadido e tenha suas informações acessadas indevidamente. Nesse caso, o ataque às informações pode acontecer por diversos canais, como a utilização de aplicativos falsos, links via SMS, phishing, entre outros.

Para evitar que os dispositivos tenham sua segurança invadida, é necessário a utilização de antivírus, alteração de senhas periodicamente, ter cuidado ao abrir arquivos em e-mails e SMS, evitar o acesso de redes Wi-Fi públicas e abertas, acessar apenas sites confiáveis e realizar com frequência um backup de dados em nuvem.

Como é feita a segurança de dados?

A segurança de dados faz referência à preservação de informações e dados que tenham grande valor à determinada empresa, evitando que eles sejam acessados indevidamente. Para que os dados empresariais sejam mantidos em proteção, existem três protocolos que devem ser seguidos: o de confidencialidade, o de integridade e o de disponibilidade.

A confidencialidade trata da imposição de limite ao acesso das informações, limitando seu acesso; a integridade diz respeito à garantia de que os dados serão mantidos com todas as suas características iniciais, sem alterações; e a disponibilidade é a garantia de que os dados estão sempre disponíveis para o acesso autorizado e legítimo.

Como é feita a segurança de informações?

A segurança de informações faz referência às medidas necessárias para que os sistemas de informação não sejam invadidos e acessados indevidamente. Uma das ferramentas utilizadas para conter esse problema é o firewall, que funciona como uma barreira de acesso. Para que ele funcione adequadamente, é necessário gerenciar suas configurações de maneira adequada e realizar testes de acesso com determinada frequência.

Qual é o caminho para se proteger de ataques cibernéticos?

Os conceitos de segurança de dispositivos, dados e informações apresentam diferenças entre si, fazendo com que eles sejam complementares uns aos outros. Juntos (e bem desenvolvidos) eles são capazes de proteger os mais diversos tipos de dados e informações pessoais e confidenciais.

Na prática, para evitar que os ataques cibernéticos aconteçam, as empresas públicas e privadas precisam investir em ferramentas. É necessário estudar a contratação de serviços e dispositivos, como antivírus e firewall UTM, além da criação de políticas de segurança da informação e de uma cultura de segurança dentro da empresa. Confira algumas dicas de como proteger suas informações:

  • Conheça os tipos de ciberataque e saiba como se proteger
  • Conscientize todos os membros da empresa
  • Invista em soluções de proteção
  • Desenvolva uma política de ações
  • Invista nos backups em nuvem

Cite esse conteúdo

Para citar o conteúdo desse artigo em dissertações, manuscritos ou teses, utilize o link direto: https://www.doutoriot.com.br/negocios/industria-40/cybersecurity/

A referência abaixo já está formatada no padrão ABNT:

DIAS, Gabriel Martins. Cybersecurity. Doutor IoT, São Paulo, 10 de jun. de 2021. Disponível em: <https://www.doutoriot.com.br/negocios/industria-40/cybersecurity/>. Acesso em: 10 de jun. de 2021.
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